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#Experiência De Vida: Entrevista De Emprego/Dinâmica De Grupo

agosto 8, 2011

EMPREEEGOOO...

Uma das coisas mais deprimentes já inventadas pelo cão homem foi a entrevista de emprego/dinâmica de grupo. Aquele momento da vida constrangedor em que você não tem nada mais a que se agarrar e é forçado incentivado por seus pais a arrumar um emprego.

Como eu não tenho amigos políticos influentes (nepotismo, hell yeah!) nem sou suficientemente gostoso para ir pro teste do sofá com uma executiva (ou secretária) coroa desesperada, eu ainda faço parte da estatística. Faço parte da fatia do Governo Lula que o Bonner não menciona no Jornal Nacional. Eu sou um vagabundo cidadão brasileiro desempregado.

E como tal, tenho de me submeter a experiências sociais traumáticas como entrevistas de emprego/dinâmicas de grupo em call centers e empresas de reputação questionável.

Como na semana passada, em que isso aconteceu de novo com este que vos fala… digita… comunica. Quando eu acordei às 04:00 da matina, me enfiei num ônibus que, de tão lotado e apertado, tinha escrito .rar na parte de trás (OLHA A PIADA NERD AÍ, GENTE!).

Só pra chegar cedo ao shopping mais mequetrefe da capital, onde eu faria os testes para me alistar no exército do cão time de seletos e preparados profissionais que infernizam alegram nossas vidas nos oferecendo planos e serviços pelos quais não poderemos pagar sem os quais não poderíamos viver.

Chegando lá, eu e mais umas quarenta ou cinquenta pessoas, com aquelas caras de zumbis desesperados, somos submetidos a intermináveis testes de paciência que vão desde horas esperando embaixo de um ar condicionado tão frio que congelou minha alma, se eu tiver uma, até um PC, com um Windows XP tão deploravelmente corrompido, que a desgraça do computador demorou quase 30 minutos para iniciar só para, em seguida, exibir a temida tela azul da morte e, então, reiniciar. Você, usuário de Linux, todo bichinha aí, dizendo “Com o Linux isso não acontece…”.

Quase uma hora depois, com um técnico em sala, o computador liga e eles exibem para nós um slide show de qualidade duvidosa sobre o quanto a empresa é velha e todas as empresas empenhadas em nos ferrar (entre elas a Rede Globo) a que eles prestam serviço.

Ao fim do slide eu tava quase caindo da cadeira de sono…

Depois disso, ainda tivemos de nos apresentar, contar nossos planos para o futuro, nossos sonhos, abrir nosso coração e, no final, de mais de 50 vítimas candidatos, duas mulheres foram escolhidas. Uma delas morava no Ceará há duas semanas e a outra falava “pobrema”.

Dispensado, rejeitado, triste e sem vontade de cantar uma bela canção, o caminho de volta para casa, percorrido numa topique lotada ouvindo de Radiohead (Fake Plastic Trees) a James Blunt (You’re Beautiful), no fundo do poço do pop trash britânico e, em alguns momentos, Highway To Hell… E calcinha preta na Liderança FM, do rádio do carro…

Esse é foi um dia memorável.

E eu gostaria de aproveitar esse post para lançar a campanha:

#Beth/EvertonPostemAlgumaCoisa!

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5 Comentários leave one →
  1. evertonrdrigues permalink
    agosto 10, 2011 8:02 pm

    L.O.L.

  2. Alcirlan ... não sou o Lan /O/ permalink
    agosto 12, 2011 6:18 am

    HAHAHAHHAHAHAH EU CHOREI DE TANTO RIR XD
    Não que seu dia mereça que eu ria … mas .. hahahhaahhahah desculpas XD
    Ahhh muito bom mesmo …. hehehe … e boa sorte na próxima Felipe. O/

    Apoio a campanha lá O/
    Essa tal campanha tem o voto Lan de qualidade.

Trackbacks

  1. O que não fazer… « Cultura Inútil

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